PRAZER E DOR. A sobrevivência humana na Terra, nas presentes condições, só é possível quando esses antônimos conviverem em equilíbrio. Muitos escolhem se deliciar apenas com o prazer, mas se esquecem de ouvir o que a dor tem a dizer. Não podemos ignorar o papel vigilante da dor. Sem ela, não agiríamos em defesa do corpo, nem mesmo saberíamos quando ele se encontra em perigo.
A dor é um sussurro ou grito de socorro do organismo. é um pedido de ajuda. A incompreensão do papel da dor faz muitos lidarem irracionalmente com os problemas de saúde. Em vez socorrerem o organismo ferido, tentam calar seu grito. Traduzindo a metáfora, esses sofredores querem silenciar a dor com analgésicos e outras drogas, enquanto as causas dos males permanecem. O apetite por remédios não somente mascara a doença, como intensifica e a torna crônica.
Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que 15% da população mundial sofrem de enxaqueca. Se aplicarmos essa estatística ao Brasil, seriam 25 milhões de enxaquecosos. vinte e cinco milhões de sofredores, nos quais não dói apenas a cabeça, mas estômago, ombros, pernas, coração e até gengiva. Para essas pessoas, luzes, cheiros e sons agridem.
Na conjugação de seus dias, cheirar, comer, trabalhar, caminhar e deitar se transformam em sinônimos de doer. Nessas situações, o corpo não apenas grita, mas implora por uma reforma do estilo de vida que inclui alimentação, exercícios físicos e outras alternativas de tratamentos menos agressivos como a magnetoterapia, por exemplo.


